quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sobre Ovelhas e Lobos

Vivemos uma consciência que nos diz que habitamos um planeta onde as “armadilhas” (provas), estão por todo o caminho. Elas capturam os lobos enquanto as ovelhas seguem a estrada segura guiadas por seu pastor.

Os lobos se ferem sucessivamente, pois se livram de uma armadilha para cair na seguinte, e assim, quanto mais anseiam pela liberdade mais se machucam. Estão sangrando, suas feridas são tão dolorosas que já não conseguem enxergar um palmo a frente de seu focinho. Tão aflitos que estão, fica cada vez mais difícil livrar-se das armadilhas que os prendem. Desvencilhar-se dos dentes de metal que dilaceram sua carne é praticamente impossível. E para que? Somente para sentirem a mordida quase mortal da armadilha seguinte.

Sejamos ovelhas. Tenhamos fé e humildade para recuar e deixar que sejamos guiados por uma força invisível. Confiemos no pastor que nos guia por entre as armadilhas sem qualquer risco de sermos pegos.

Mas se é tão mais fácil caminhar com a luz dentro de si, porque então escolher diferente? Será que fomos enganados? Afinal, quem em sã consciência escolheria sofrer? Acontece que de conscientes temos muito pouco. Acreditamos que ao abandonar antigos valores estaríamos abrindo mão de algo real e que a felicidade que a fé no invisível poderia nos oferecer isso sim é uma ilusão. Caímos em armadilhas, pois nossa crença esteve invertida.

Os ensinamentos são simples em sua compreensão. Não é necessário fazer grandes conjecturas ou contorções mentais. O que é necessário é colocá-los em prática. Esse é o primeiro e último exercício de fé de que necessitamos.

Podemos ficar apenas com aquele ensinamento que Jesus diz que por si só pode libertar o filho de Deus.

"Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo."

Para a aplicação desse ensinamento, talvez seja mais fácil fazer o caminho inverso dessa afirmação, percorrendo-a de traz pra frente.

Então temos: Amar a si mesmo. Ao próximo como tu te amas e depois a Deus sobre todas as coisas.

Amando a si mesmo: só podemos amar verdadeiramente aquele que não vemos pecado. Ou seja, se ainda vemos qualquer pecado em nós mesmos, então já é hora de nos perdoarmos. Chega de alimentar o sofrimento. Abrindo mão dos frutos das ações também abrimos mão dos equívocos que acreditamos ter cometido e assim somos capazes de ao olhar para trás e perceber que estávamos cegos como um lobo dolorido. Ao observar esse processo podemos sentir compaixão por aquele (um eu no passado) que cometeu o equivoco por pura ignorância.

Amando ao próximo: Amar ao próximo é uma tarefa mais fácil depois de amar a si mesmo, pois vemos um reflexo de nós no outro, ou seja, um ser livre de qualquer pecado.

Amando a Deus: Se amamos a ao próximo por não enxergar qualquer pecado nele, então encontramos a divindade que ele transporta. O próximo foi visto como Deus o criou, ou seja, como efeito de uma causa que é o próprio Deus.

E está feito. Assim amamos a triplicidade que é tudo o que pode existir.
Agora tu és uma ovelha e nenhuma armadilha pode te capturar.

Viva em paz, estenda a Boa Nova e leve alegria aos teus irmãos.

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